A vida não se muda sozinha.
Eu, por exemplo, tive em tempos uma colega de trabalho muito fútil e
trabalhar com ela era para mim um verdadeiro tormento. E eu repetia "não
aguento mais, não aguento mais". Imaginava-me a sair pela porta fora e
nunca mais voltar - nesse pequeno momento a minha alma libertava-se um
pouco, talvez, mas a realidade não mudava. O meu corpo continuava lá, a
ouvir a tal colega. A minha voz cá dentro gritava e eu mandava-a calar.
Fechava-a, no escuro, sozinha. Ao fim do dia, saía, aliviada, ia buscar o
meu filho, seguia para casa, e o dia já tinha acabado sem eu ter visto
um raio de sol. Poucas horas depois, tudo se repetia, por mais um dia.
1 comentário:
Magnifico Sofia. Um beijo grande para ti e o post abaixo é o caminho, não desistas!
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