sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Desejos concretizados
Há um ano escrevia nestas páginas os 3 grandes desejos que tinha para 2010. Eram mesmo grandes, estes desejos, mas apesar disso consegui concretizar dois. Conseguimos mudar para uma casa que nos enche as medidas e conseguimos também conceber e trazer ao mundo mais um filho. Posto isto só tenho a agradecer por cada benção que me foi concedida e nem me ocorre nada que queira concretizar em 2011. Quando nos sentimos tão abençoados é difícl pedir mais. Apenas que tenhamos muita saúde para gozarmos das nossas prendinhas.
Da forma fisíca
Continuo a ouvir os maiores elogios relativamente à minha recuperação pós-parto. E é verdade, estou a recuperar bem. Estou longe de estar elegante, mas tenho apenas mais 3 quilos do que tinha quando engravidei. E isso deixa-me contente. Não só pelos números que vejo na balança mas principalmente pelo que vejo ao espelho e pela forma como me sinto, leve, ágil, recuperada. Não fosse o cansaço das noites mal dormidas e eu estaria com uma óptima cara. Até já comecei a comprar roupa nova. Não tenho nada para vestir e com o corpo a voltar ao normal sinto-me motivada para me arranjar. Parece que isto de dar de mamar resulta mesmo.
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
É nossa
O parto mais difícil não foi o de nenhum dos meus filhos, foi o do compra desta casa.
Fizemos hoje a escritura, finalmente.
Desde Maio que andamos em negociações, chegámos a pensar muitas vezes que isto não se concretizaria. Primeiro a avaliação da casa, feita por bancos diferentes até termos os valores pretendidos, depois o seguro que ninguém nos queria fazer devido ao problema de saúde do M. e por fim, 3 dias seguidos a ir para o cartório notarial das Laranjeiras e sempre algum problema sem solução. Costuma dizer-se que à terceira é de vez e foi.
A casa antiga já não é nossa e somos, a partir de hoje, responsáveis pelo pagamento da hipoteca desta casa.
Quase nem acreditamos.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Do peso
Não sei quanto estou a pesar, nem quantos quilos já perdi, mas tenho que concordar com toda a gente. Estou a recuperar a forma lindamente. Sinto-me óptima. Ao contrário do pós parto do Rodrigo em que parecia uma cachalotazinha.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
Das festas
Os dias passam sem me aperceber. Quase nem dou pela passagem do dia à noite. Tenho estado enfiada entre 4 paredes desde do dia em que ele nasceu. Está muito frio e não me atrevo a tirá-lo do quentinho. Ontem fomos a casa da avó deles e hoje fomos registá-lo.
Sabe bem sair à rua, já tinha saudades. Aos poucos retomo a minha vida, aos poucos. As festas de Natal passaram quase sem eu dar por elas. Para o ano será diferente. Melhor, não. Porque ter recebido esta prenda foi o melhor que Deus nos podería ter enviado.
(Obrigada)
domingo, 19 de dezembro de 2010
We moved in
Dou por mim a dormir a última noite com o Gustavo embrulhadinho na minha barriga. Parecia-me uma eternidade até dia 19 e de repente abro os olhos e, voilá, cá estamos nós.
Estou ansiosa, muito, mas hoje não tive um único minuto para pensar no assunto. Fui ao cabeleireiro logo de manhã, fui fazer umas comprinhas de Natal, fui para casa continuar a empacotar, depois almoço, à tarde fazer depilação, e continuar a desempacotar e arrumar coisas nos armários.
Já temos a mobília toda na casa nova e já estamos cá a dormir. Vou ter saudades da outra casa, e a um dia de receber o meu segundo filho talvez fosse melhor ainda estar na casa antiga, devido à estabilidade emocional, mas ansiámos tanto esta mudança, que nem pensamos duas vezes em nos mudarmos na véspera do parto.
Última noite grávida, primeira noite nesta casa. É muita mudança ao mesmo tempo, mas estamos felizes e confiantes que tudo vai correr bem e que a adaptação à nova casa e ao novo filho vai acontecer tranquilamente.
Já temos a mobília toda na casa nova e já estamos cá a dormir. Vou ter saudades da outra casa, e a um dia de receber o meu segundo filho talvez fosse melhor ainda estar na casa antiga, devido à estabilidade emocional, mas ansiámos tanto esta mudança, que nem pensamos duas vezes em nos mudarmos na véspera do parto.
Última noite grávida, primeira noite nesta casa. É muita mudança ao mesmo tempo, mas estamos felizes e confiantes que tudo vai correr bem e que a adaptação à nova casa e ao novo filho vai acontecer tranquilamente.
(Obrigada)
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Das mudanças
A manhã deu para ir ao centro de saúde levantar a prorrogação da baixa, para a ir levar à secretaria da escola, para ir ao banco cancelar um débito directo e para comprar meia dúzia de coisas no E.leclerc, onde deixei 35 euros, assim em nada. Ir almoçar e passar a tarde inteirinha a empacotar e a desempacotar livros, livros e mais livros... (para que é que quero tanto tralha?).
Apesar do cansaço estamos felizes. Desejámos muito esta mudança e por várias vezes pensámos que não iriamos conseguir. Desesperámos, passámos noites inquietos, com uma sensaçõa de impotência dificil de descrever. Mas valeu a pena. Chegamos ao dia em que projectámos alguns dos nossos sonhos. E quando damos por nós acontece tudo ao mesmo tempo. Mudança de casa ao mesmo tempo que nos chega mais uma dádiva de Deus às nossas vidas.
Começámos as mudanças hoje e no Sábado contamos dormir lá. Domingo vamos receber o nosso filho e, se tudo correr bem, regressar na quarta com o rebento à nova casa, que o aguarda tranquilamente.
Estamos felizes. E nunca, em situação alguma, deixámos de ser acompanhados por Deus.
quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Starting to pack
Quem é que inicia um processo de mudança de casa a 5 dias de ir para a maternidade? Eu.
domingo, 12 de dezembro de 2010
Quem
Quem é que no seu perfeito juizo faz romarias a lojas de móveis com uma barriga de quase 9 meses?
sábado, 11 de dezembro de 2010
Este ano
Ainda não fizemos a árvore de natal. O adiar das mudanças a curto prazo vai fazendo com que tudo o resto vá ficando, também, em stand by.
Da última semana
Mudo o canal de Televisão quando vejo grávidas, partos, pós-partos, relações entre pais e filhos relacionados com a chegada de um novo filho, etc. Choro, soluço, choro, soluço. Rios de lágrimas. Viva a hiper-sensibilidade.
(Oh God...)
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
A uma semana do parto
A ansiedade instalou-se por aqui. Como compulsivamente, grito com o miúdo, expludo a qualquer toque. Qualquer coisa é motivo para me fazer chorar. Fecho-me constantemente nas casas de banho (públicas e em casa) para explodir num rio de lágrimas, para aliviar esta tensão que toma conta de mim. Estou assustada. Não faço ideia porquê. Fico extremamente sensibilizada quando vejo bebés, programas sobre partos e bebés e chorei hoje na clínica quando fui fazer o CTG. Vi recém nascidos no berçário e imaginei-nos ali daqui a uma semana.
Não queria estar assim, queria conseguir relaxar, respirar fundo, parar de comer (andava a portar-me tão bem) e conseguir sorrir, descontraiar, conversar tranquilimanete, ter mais paciência com o docinho da minha vida. Hoje está a dormir em casa da avó paterna. E ainda bem. Porque estes dois dias foram um nervosismo pegado. Mas sinto-lha a falta. Faz-me falta a voz dele, o cheiro, os sorrisos e até o comportamento irrequieto.
Culpabilizo-me por me ter metido nisto. Eramos 3. Que fui eu a fazer? Como é que agora vou conseguir dar-lhe a atenção que ele precisa? Morro um bocadinho quando lhe pressinto qualquer tipo de sofrimento. E ter filhos é (também) um sofrimento. Uma inquietação. Sinto-me uma autêntica bomba-relógio. Pronta a explodir ao mínimo sopro. Não quero estar assim. Mas a minha fraqueza vem ao de cima, a qualquer obstáculo que me aperece pela frente. Não estou pessimista porque tenho a certeza que tudo vai correr bem, mas estou ansiosa por ter o dia marcado, é terrível.
(Breath in, breath out, slowly...)
Hoje
Acordo enervada. Porque não consigo voltar a adormecer devido aos ataques de tosse daquele que dorme ao meu lado e porque de seguida chega à minha cama o mais pequeno com uma birra do tamanho do mundo. E não adianta perguntarmos o que se passa porque quanto mais perguntamos mais birra faz... haja paciência. Também sei que à medida que os dias passam fico mais ansiosa, por saber que o dia se aproxima. E isso não me ajuda a ter a calma de que preciso para lidar com estes pormenores do dia a dia.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Destes dias
Acompanha-me o silêncio durante o dia, tento não estar muito em casa, mas também já não aguento muito tempo fora. Chego ao fim do dia descansada e com a paciência que precisava ter para estar com o meu filho. Apesar de ainda não dispor da tranquilidade e paciencia ideais sei que estou no caminho certo.
As birras diminuiram e pede muito a minha atenção para brincar com ele. Anda mais meigo e mais calmo.
E é isto. A tal qualidade de vida. O tempo que se lhes oferece. É a única coisa que realmente lhes faz falta. As voltas que eu dou à cabeça a fim de arranjar uma forma de poder ficar em casa com eles.
(That's my biggest wish)
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Priceless
Poder acordar devagar é um privilégio. Tirar o meu filho com tempo da cama ou esperar que ele apareça ao pé de nós. Poder demorar-me em mimos logo pela manhã, entre cócegas, beijos e gargalhadas. Porque não há pressa. Não andar em stress a preparar-me, a exigir que ele se mexa rapidamente porque estamos atrasados... isto é qualidade de vida. Mais do que ter um bom carro, ou uma boa casa. Poder demorar-me no tempo é algo único, incomparável, sem preço.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Ansiosos
Andamos, eu e ele, nervosos com a incerteza do negócio da casa. Eu mal durmo, ele com urticária e pele a escamar e com vermelhidões. Um negócio que dura desde Maio. Um desespero, portanto. Sempre que se começa a ver luz ao fundo do túnel alguma coisa acontece a dificultar o correr do curso do rio. Primeiro o banco que avaliou a casa muito por baixo, novo pedido de avaliação noutro banco, recomeçar o processo todo, outra nega, e novo recomeço. Questão da avaliação resolvida, empréstimo concedido. Isto a arrastar-se por 5 meses. Questão da permuta, e respectivo valor, também contornada. Marcação da escritura que deveria ter acontecido o mês passado. Seguradoras a recusarem o nosso pedido de seguro de vida devido ao problema de saúde do M. Chegar a dia 16 de Novembro e desmarcar escritura. Tentar mil e uma seguradoras. Não, não, não. Desespero. Tentarmos mais três seguradoras. E termos duas respostas positivas, hoje. No mesmo dia. Ver a tal luz ao fundo do túnel, chegar ao banco para lhe esfregarmos com a declaração na cara e dizer: Avance com isso, por amor de Deus. Dificuldade: ah, se não fazem os dois o seguro connosco então o spread não pode ser o mesmo, vou ter de enviar os papéis outra vez para trás para ver em que é que ficamos. What? Ocorrem-me mil palavras asneirentas que me apetece deitar da boca para fora. Ainda assim, a fé, a certeza, de que desta vez a coisa vai. E tal como planeámos, desde o início, iremos da maternidade para a casa nova.
domingo, 5 de dezembro de 2010
Mudanças dentro de casa
Percebo que não vamos conseguir mudar de casa a tempo do Gustavo nascer. Começo a delinear novas estratégias e reorganizo o espaço da minha casa, na minha cabeça. Hoje inicio as mudanças, pequenos detalhes, dentro do meu quarto a fim de criar espaço, para uma cama de grades e um camiseiro, para me apoiar no armazenamento das toneladas de tralha que um bebé requer.
Tudo a seu tempo. E em Janeiro tenho a certeza que estaremos no nosso novo lar.
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Ando cansada. Graças a Deus ontem foi o meu último dia de trabalho. Já não estava a conseguir gerir o dia a dia na sala de aula. Já passava muito tempo sentada, e um professor não pode estar sentado, tem sempre tanta coisa para fazer e miúdos para acompanhar. Pelo menos no meu grupo é assim. Uma exigência tremenda. Já não estava a dar vazão aos pedidos de atenção, aos pedidos de apoio, à constante luta para que a ordem imperasse. Chegada a casa não conseguia ter paciência para estar com o meu filho, nem para fazer nada que estive pendente. Sinto um alivio enorme, porque a partir de agora, e até ao Gustavo nascer, vou estar de férias parcialmente, vou poder descansar o que preciso, repôr energias antes do piolho estar cá fora, ver filmes, ler livros, descansar, deitada no sofá... é isso que me apetece. Ah... vidinha boa. Agora só nos falta conseguirmos o negócio da casa. Tenho fé, muita fé, que dentro em breve iremos conseguir.
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