Dias (im)Perfeitos

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sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sim

Neste momento luto com todas as minhas forças pela minha recuperação. Ter os meus filhos doentes há duas semanas facilitou-me a vida num aspecto: o de me centrar neles e não em mim.  Por outro lado ter um filho adoentado há duas semanas também não me traz a tranquilidade de que tanto preciso para me restabelecer. Por um lado uma quase certeza que de que se trata de uma virose comum nestas idades, por outro a angustia de os ver melhorar muito lentamente. Para a semana começarei uma grande provação, estarei sozinha em casa todo o dia, e aí sim, terei de ir buscar toda a minha força para me controlar.
Tenho feito algum trabalho de relaxamento mental e corporal, uma oração diária e duas sessões semanais de acupuntura. 
Tenho andado a ler muito sobre padrões de pensamento que nos conduzem às doenças que adquirimos. Comecei a fazer um trabalho de afirmações pessoais, no sentido de modificar antigos padrões que me têm prejudicado bastante. A mensagem principal que agora tento passar a mim mesma diariamente, sempre que me lembro, consiste na minha auto-aceitação. Aprender a amar-me.
Por vezes quando penso no caminho que tenho de percorrer assusto-me, mas depois lembro-me de que este caminho é necessário para a minha recuperação e de que irei conseguir ficar bem. E a primeira das coisas que tenho de eliminar na minha vida, é o medo. 
Preciso ser suave comigo e confiar no que a vida tem para me oferecer.

domingo, 20 de janeiro de 2013

A vida não se muda sozinha.









sábado, 19 de janeiro de 2013

12 anos

de ataques de pânico é uma vida de tortura. 
Com uma depressão a apanhar-me por completo (mais uma para a minha já infinita coleção) e a deixar-me absolutamente irracional devido aos ataques de pânico que se seguiram uns atrás dos outros, dia após dia, acompanhados de uma das piores sensações que já tive nestes últimos 12 anos, bato no fundo do poço e peço ajuda. Percebi que tinha de o fazer, porque sozinha não iria conseguir. Iniciei um processo de cura e desta vez só paro quando tiver a certeza que isto não se volta a repetir. Tem sido a provação mais difícil de superar na minha vida. Nestas alturas sinto-me miserável, fraca, aterrorizada e tenho medo até de respirar. Consegui arrastar-me até uma clínica onde tenho feito sessões de acupuntura (onde tenho gasto dinheiro que não posso gastar). A pessoa que me acompanha tem sido de uma ajuda muito importante. Decidi que quero ver-me livre disto para sempre. Mudar todas as minhas prioridades. Mudar essencialmente a minha forma de pensar e estar na vida. Tem sido um processo penoso. Só Deus sabe o que tenho sofrido em silêncio. Ainda agora me comecei a levantar e o medo de recair é muito grande. Mas tenho-me agarrado com todas as minhas forças à convicção que desta vez supero isto. Após os tratamentos de acupuntura irei iniciar uma psicoterapia que já devia ter concluído há muito. 
Estou cheia de esperança. E depois de tantos dias doente, começo a ter alguns dias em que me sinto uma pessoa normal.
É tudo o que mais quero neste momento, sentir-me uma pessoa normal, sem pânicos, sem este cansaço extremo que me deixa prostrada numa inércia dilacerante.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Hoje

o dia amanheceu cinzento.
O Sol foi embora ontem.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

2013...

2013 começou da pior maneira. Vários pontos da minha lista foram completamente arrasados logo no primeiro dia do ano. A situação de desemprego em que me encontro também não tem ajudado, no entanto, são estes obstáculos que vão aparecendo que nos põem à prova, e eu tenho falhado. 
Tenho voltado a sentir aquela sensação de coração esmagado, de desalento, de falta de forças, de incapacidade, de solidão...
Ter a minha irmã e as minhas sobrinhas por cá, estes dias, tem sido um bálsamo. Elas fazem-me falta. Sem a minha família sinto-me incompleta e com muito menos forças para enfrentar as adversidades.
Tê-las comigo o dia todo, num sítio tão bonito, com uma luz de fim de tarde a espantar-me a tristeza foi o melhor que me podia ter acontecido hoje. Vim para casa de alma limpa, a cantarolar e a agradecer a Deus, por ter uma família que me apoia tanto.





quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Centro de emprego (parte 2)

Ora hoje, tal como há 4 meses, lá fui eu contente e feliz para mais uma jornada de tédio, esperas, filas, e a chatice de ouvir tudo outra vez... que os nossos deveres como desempregados são estes e aqueles, e que temos de estar disponíveis para trabalhar e que, e que, e que.
Eram 5h30 quando lá cheguei, 9 pessoas já se encontravam na fila. Eu era a décima. Uma pessoa que estava à minha frente vinha com uma manta, e eu nem queria acreditar e pensei cá para mim(Por favor...), meia hora depois, não foram poucas as vezes que pensei pedir àquele casal que me deixasse meter debaixo da manta. Acho que nunca na minha vida tinha tido tanto frio, eu tremia, não sentia os pés e comecei a sentir-me mal, ao fim de uma hora, não aguentava mais e fui beber um chá. Não conseguia parar de tremer. Fui e vim a correr para a fila, tinha de fazer alguma coisa para aquecer. O que me valeu e me distraiu do frio foi travar conversa com mais 3 pessoas. Um gruísta São Tomense, um condutor de pesados angolano e um montador de vidros de automóveis português. O angolano era divertido e foi o que nos valeu. Contava histórias do arco da velha, o percurso dele desde angola, a passar também por São Tomé, e a fome e o frio que passou ao chegar a Portugal quando lhe prometeram o paraíso. Trazia dinheiro São Tomense no bolso, explicando-nos o que valia cada nota daquelas de muitas mil dobras, nada, quase nada.
O tempo passou de uma forma muito lenta e quando chegaram as 9h mandaram-nos entrar num grupo de 18. Eram 10h quando saí de lá. 
Agora resta a esperança de voltar a encontrar qualquer coisa pelo menos até Junho. Depois logo se vê.

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Chegou 2013


Antes de ter os meus filhos, tinha por hábito fazer a passagem de ano num local perto do mar. E o que mais gostava era de me deitar tarde do dia 31 e levantar-me bem cedo no primeiro dia do ano e ir ver o mar, sem encontrar quase ninguém pelo caminho. Era um momento de reflexão que me sabia muito bem.
Desde que os meus filhos nasceram quebrei essa "tradição" porque já não posso sair cedo de casa sem dizer nada a ninguém, correndo o risco de eles acordarem e eu não estar. Mas hoje vou ver o mar.  
E o que mais quero deste ano que agora chega é que me traga toda a serenidade de que preciso para enfrentar as dificuldades e o bem-estar necessário para receber o que de bom está guardado para mim.