Dias (im)Perfeitos

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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

30 dias depois

30 dias a trabalhar como professora de apoio educativo. 84 meninos. Não foi fácil a adaptação à nova situação. Uma nova escola, novas colegas, novas auxiliares, novos e muito diferentes costumes.
Aos meninos adaptei-me bem. E começava a agora a afeiçoar-me a eles. Tudo o resto é mais devagar. Comecei hoje a pegar na turma que irei acompanhar nos próximos tempos. Não se sabe por quanto tempo. Andei ansiosa, mais uma vez. Mas tal como a minha mãe diz, sem medos. Os medos é que nos paralisam. E é bem verdade. O que for meu, à minha mão virá parar.
A colega que me passou o testemunho disse-me que esta vaga estava à minha espera. Que a reforma dela haveria de ter chegado em outubro, e que tal como viemos a constatar chegou apenas uma semana antes do seu último dia de trabalho, dia 1 de dezembro, precisamente o dia em que eu terminava o meu contrato.
Posto isto começo agora uma nova etapa, com um grupo de 22 meninos, de 7 anos.
 
(I'm HaPpY!!!)
 

Frances Bean

Há 20 anos era fã dos Nirvana e do Kurt Cobain. Lembro-me do 8 de Abril de 2004, e da emissão especial que a Rádio Marginal fez naquela noite, como se fosse hoje. Chorei muito a morte do meu ídolo com quem me identificava terrivelmente. Digo terrivelmente, com uma conotação propositadamente negativa. Pois era uma má influência para mim. Era todo um ambiente derrotista, de degradação, auto-destruição que em nada ajudava a minha tendência anti-social. Foi uma marca que dura até hoje. E por isso mesmo, quando me deparei com umas fotos da Frances Bean Cobain fiquei em estado de choque. Ela que nunca foi uma miúda bonita, aparece lindíssima numa sessão fotográfica feita pela Hedi Slimane. Mas extremamente magra, de cigarro na boca e com um ar um pouco degradado, com apenas 19 anos.
Fiz uma breve pesquisa e em vários sítios dizia que também ela, tal como os país, teria começado a usar heroína. E apesar do assunto já não me dizer nada por aí além, choca-me sempre ver uma adolescente morrer lentamente, quando poderia aproveitar tanto da vida.
 




A sessão fotográfica de que tanto gostei!!





 
 

domingo, 18 de novembro de 2012

Nikon J2

What about this one?

(É linda, em laranja, embora em branco também seja muito bonita. Será que é proporcionalmente boa?)

 
Nas pesquisas que fiz encontrei um pack com um kit de lentes amovíveis de 10-30mm e 30-110mm.
Estou apaixonada pela máquina, mas nem sei se vale um chavo.
 
Num futuro próximo, será com toda a certeza uma coisa em que vou investir, um curso de fotografia.

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

3

Eu não sei há quanto tempo eu não:
 
1. dormia uma noite completa (das 23h30 às 7h), o Gustavinho não acordou vez nenhuma a meio da noite, se acordou não o ouvi.
 
2. via um arco-íris (e este era perfeito, tão perfeito que não conseguia tirar os olhos dele, conseguia vê-lo de uma ponta à outra, muito parecido com o da imagem).
 
 
 
3. ia ao cinema ver um filme para adultos.

sábado, 10 de novembro de 2012

Do novo trabalho

Estou a trabalhar desde dia 29 de Outubro.
Os primeiros dias de trabalho não foram fáceis.
A mim sempre me correram mal os começos, as apresentações, a adaptação a uma nova situação é sempre (e cada vez mais) muito difícil para mim. Já chorei algumas lágrimas de desespero e cheguei a dizer para mim mesma que preferia não ter trabalho do que estar ali. Depois deixei-me das habituais lamechices e da tipíca peninha que costumo ter de mim mesma. E lembrei-me que estar a trabalhar era tudo pelo que tinha ansiado nos últimos dois meses. Respirei fundo e mudei a minha atitude.
A angústia dissipou-se, fiz as pazes com a minha nova condição e ontem de regresso a casa, às 18h, dei por mim, a conduzir, à noite, em plena auto-estrada (estou tão orgulhosa) e a pensar alto enquanto sorria, em como me sentia bem ao fazer aquele percurso diariamente.
É um trabalho temporário, é relativamente perto de minha casa, não demora mais de 15 minutos, e começo a conhecer melhor as colegas. Já comecei a apoiar meninos e tenho um horário tão maluco que não me deixa entrar na rotina.
Por enquanto tudo a correr bem.

sábado, 3 de novembro de 2012

The old same s***

Tenho muita dificuldade em lidar com os problemas. Sejam grandes problemas, sejam coisas menores. Qualquer obstáculo me faz paralisar. Consumo-me em pensamentos menos bons, e sinto-me invariavelmente fechada, num beco sem saída. É isto que sinto. Que não tenho saída. Tantos caminhos e nenhum por onde ir.
O meu grande problema está na minha insegurança. E isto também se trabalha.
E as minhas constantes recaídas, ultimamente cada vez mais recorrentes, têm dado cabo de mim, da minha saúde, da minha família. O pior é que agora tenho filhos. E eles não podem de maneira nenhuma ser prejudicados.
Só quem passa pelo mesmo sabe o sofrimento que me trespassa. O não me sentir uma pessoa normal, não me sentir capaz, de sair à rua, de conduzir, de fazer a lida da casa, por estar sempre extremamente cansada e sempre pronta a rebentar. A minha cabeça é uma papa. Memória: zero. Sensação desconfortante de estar com a cabeça dormente e sempre tão cansada. Ataques de pânico que se seguem uns atrás dos outros e uma impossibilidade de descrever o que é um ataque de pânico a quem nunca os teve.
Tenho andado pouco crente na minha recuperação e na possibilidade de que um dia as coisas possam melhorar, para poder levar uma vida feliz e saudável, principalmente saudável.
Os problemas profissionais que tenho tido têm-me trazido de rastos, num estado de nervos sem fim, mas ao olhar para trás começo a pensar que afinal não me aconteceu desgraça nenhuma, muitas vezes desejei o que acabou por me acontecer. Tanto que há uma parte de mim que se sentiu aliviada. O pior é que nós temos tendência para relevar as coisas menos boas e lembramo-nos das boas acabando por nos esquecer do que nos levou até ali.
É então que com poucas forças e à procura de uma saída, há já tantos anos, releio, por mero "acaso" uma passagem que aqui escrevi.
E estas palavras relembram-me que sim, que tudo depende apenas de mim.

8º cíclica ou RR8

A 29 de Outubro sai o meu nome, na lista da reserva de recrutamento, nos colocados.
Estava eu sentada no tapetão, a ver um episódio de Donwton Abbey, quando me liga uma colega a dar os parabéns. Eu não esperava. Nem fui ver o meu nome na lista. Fui diretamente à página da DGAE fazer a aceitação. Daí fui para Sintra, cancelar o subsídio de desemprego que a segurança social por esta altura ainda não me pagou (dois longos meses à espera de receber), e anular a minha inscrição no centro de emprego.
Depois disto ainda fui para a sede de agrupamento apresentar-me e ainda consegui passar pela escolinha onde vou estar a trabalhar durante o próximo mês.
Vou estar nos apoios educativos e ainda me parece tudo muito estranho.