Dias (im)Perfeitos

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terça-feira, 31 de agosto de 2010

domingo, 29 de agosto de 2010

Pampilhos

Este fim-de-semana estivemos em Arganil para trazer o meu filho que por lá ficou uma semaninha.
Os cunhados, acabadinhos de chegar de Santarém, trouxeram-nos um dos doces típicos da região, os pampilhos. Uma massa lisa, mal cozida, com recheio de doce de ovos e canela... DIVINAIS.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

domingo, 22 de agosto de 2010

Pedaços de Arganil

Arganil

Estivemos 5 dias em Arganil.
Na quarta-feira, dia 18, fizemos a ecografia morfológica e confirmámos o que já sabiamos, é um menino. É lindo, perfeitinho e grande.
Fomos depois em direcção a Arganil e por lá ficámos até hoje, soube-me pela vida.
O filhote ficou com as avós e eu vim com o coração apertadinho, porque ele faz-me falta, mas mais falta lhe faz a ele este tipo de vivências.
Andámos a pé, deslocámo-nos até à vila, passeámos pelos arredores, sempre sem pressas, vimos árvores de fruto, fomos ao rio, à piscina e andámos de bicicleta. Andou encantado por lá e a mim não há nada que me preencha mais que vê-lo assim feliz.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Forma eficaz de combater a celulite

Passar um mês inteirinho a banhos na Praia das Maçãs. Eficaz e barato.
É que os envolvimentos a frio que fiz, a dada altura, para combater a celulite (parecia uma múmia enrolada numas faixas brancas, frias, geladas, e que me custava horrores) não me custaram tanto como entrar no mar da Praia das Maçãs.
Gelam-se-me os ossinhos dos pés e das mãos e fico tipo múmia paralítica, após sair da água, durante uns minutos, enterrada na areia quente para tentar aquecer.

sábado, 14 de agosto de 2010

Destes dias

Hoje de manhã, fomos eu e o filhote rumo à nossa praia. Uma maré vazia, com a água longe da areia e uma felicidade indescritível por parte dele. Corria que nem uma gazela, e pela primeira vez senti a impotência de não o conseguir acompanhar. Sentei-me na areia molhada a vê-lo correr feliz e isso bastou-me para ter um dia de praia em cheio.

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

...

Mais calma e confiante.

(o tempo cuida de tudo)

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Destes dias

Venho da minha querida médica de família. Estou a antibiótico para combater a tão comum infecção urinária nas grávidas. Perguntou o porquê de não ter comparecido na consulta de psicologia. Confundi os dias (shame on me). Falei-lhe do Marco e desta fase que está a passar.
Hoje de manhã ao ver fotos da altura dos tratamentos, reparei como o Rodrigo ainda era pequeno e não me consigo lembrar de cor em que altura ocorreram as coisas. Lembro-me da minha apreensão, e do meu pressentimento de algo não estar bem com a ausência de notícias por parte dele após sair da consulta.
Lembro-me de começar a chorar descontroladamente quando soube que ele tinha um tumor (foi a única vez). Se a memória não me atraiçoa foi operado em Outubro para retirar a massa tumoral e em Dezembro começou a quimio. Acompanhei-o em quase todas as sessões. Os tratamentos duraram até Maio. Pensavamos que o linfoma se resumiria a isso. Operação, quimioterapia e voilá, homem novo. Mas não. O processo foi longo e custoso. Desde então anda frágil, sempre cansado, vulnerável e com uma tosse violenta, cheia de espectoração, que não o larga. Consultas de rotina de 3 em 3 meses, exames ao sangue e TACs. Consultas na oncologia pelos próximos 10 anos e sempre a mesma angustia antes de receber o resutado dos exames.
Estou cansada. E ontem chorei tudo o que já não chorava desde o dia do diagnóstico. Ao pensar no que se passa naquele pulmão fico com uma sensação de derrota, fraqueza, um baixar de braços e pensar que não tenho força para mais nada.
Estou no meu limite. Preciso descansar dos problemas. Talvez esta vontade incontrolável de chorar até me faça bem, estranhos foram todos estes meses em que não verti uma lágrima.
Tenho na minha médica uma pessoa que me ouve devagar, sem pressas e que sempre me apresenta alternativas aos becos sem saída que vou encontrando por aí. E disso nunca me hei-de esquecer.

Praia das Maçãs

Foi a minha primeira praia.
Talvez por isso me tenha mantido fiel a ela durante 32 anos.
Tenho o sonho de ir para lá morar, e não me importava que fosse já. Andamos em negociações para mudar de casa e mesmo assim continuo a procurar boas oportunidades na internet e sempre que lá vou enfio-me por todas as ruelas a olhar as casinhas que eu gostava de ter e recuperar para construir o meu lar.
Ontem foi um dia especialmente cansativo. Saí de casa para aliviar o calor insuportável que tinha dentro de paredes. Cheguei lá e estavam quase menos 8 graus de temperatura. Saí do carro, senti aquela brisa fresca (que ali nunca faz calor de morte), entrei na praia e tudo me refrescou, a areia molhada, o mar com cheiro a mar (que só ali existe) e uma bandeira verde, tão rara, mas tão certa na minha cabeça de que ali estaria. A água estava gelada (como sempre) e eu mergulhei na ondulação leve que ontem não tinha a força de outros dias revoltos.
Mais uma vez só me veio à cabeça que ali seria feliz, como sou sempre que lá vou.

Da saúde Dele

É sempre nos dias em que fico angustiada, por não o poder acompanhar à consulta de rotina, que me traz más notícias.

Queria ter ido com ele, porque o sinto frágil e me apetece gritar com o médico para que o vire do avesso e o ponha bom de uma vez por todas.

Porque nunca mais parou de ter uma tosse violentíssima desde que fez a quimio e porque há mais de um ano que anda sempre cansado. O mesmo tipo de cansaço extenuante que costumo trazer comigo quando estou a gozar em pleno das minhas depressões. Dorme de manhã, dorme depois do almoço e ainda consegue dormir à noite. Só não dorme mais porque eu e o filho não o deixamos.

Trouxe-me ontem a notícia de que tem qualquer coisa num pulmão. Uma bolinha, um nódulo, um quisto segundo o médico oncologista. Não é dentro do pulmão, é fora, por isso não será nada de grave, mas ainda assim vamos a mais um TAC, no início de Outubro, para ver apenas aquela zona, especificamente.

Ele ainda não recuperou a saúde e eu ainda não recuperei a força de que preciso para cá andar. De maneira que tenho um aperto na garganta, só me apetece chorar e enfiar-me numa cama para que tomem conta de mim.





terça-feira, 10 de agosto de 2010

19 semanas

Sw

Vinhamos ontem do Algarve em direcção a Lisboa. Passaram por nós dois carros cobertos de pó. Uma poeirada que só podia ter sido apanhada no Sudoeste. Tive a certeza antes de o confirmar, na estação de serviço, e ver dezenas de carros empoeirados com um SW 2010 escrito nos vidros traseiros.
Eram miúdos, como eu era há 10 anos quando lá estive. Senti uma certa nostalgia e ao mesmo tempo uma estranheza ao sentir-me tão diferente daqueles adolescentes. Porque ao olhar para eles só consegui vê-los como miúdos.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Marbella 2010

Estamos de regresso. Uma semaninha em Marbella foi o suficiente para descontrair, relaxar e sentir saudades de casa.
Fomos no dia 1 e regressámos hoje. Enchemos a barriga de praia e piscina e viemos felizes. O meu filho mais velho andou dentro de água sempre que pôde, este que me habita as entranhas manifestou-se muito, principalmente à noite, altura escolhida para se mexer aqui dentro.
Fazia-me falta uma viagem. Venho revigorada.

sábado, 7 de agosto de 2010