Não são poucas as vezes que dou por mim a sonhar em morar em Londres.
Desde os 14 anos (altura em que viajei pela segunda vez para terras de sua majestade e a primeira de que me recordo visto que da primeira vez tinha apenas 6 meses) que dizia que quando fizesse 18 anos e tivesse terminado o ensino secundário iria morar temporariamente em Londres. Porque tenho lá família desde sempre, (a minha avó paterna viajou para lá aos 40 anos em busca de melhores condições de vida, por lá ficou e lá foi abrindo as portas a quem por lá queria tentar a sua sorte) e porque não queria passar a minha vida toda "parada" no mesmo sítio.
Aos 18 anos o sonho não morreu mas arranjei namorado, e fui levando a minha vida por aqui.
Aos 21 conheci o pai dos meus filhos e juntos, mais tarde, ponderámos várias vezes mudarmo-nos para lá. Em 2006 fiz a minha terceira viagem a Londres. E dessa vez iamos os dois com a missão de olhar à nossa volta, de ver ao pormenor, de interiorizar o modo de vida dos ingleses para tentarmos perceber se era mesmo aquilo que queríamos para nós. Viemos com a certeza de que não nos adaptaríamos. Naquela altura colocámos a hipótese de lado. Mas o que é certo é que volta e meia volta falavamos no assunto, e se fossemos?...
Desde então vivo num misto de ilusão, e que bom que seria eu ter outra experiência de vida com um misto de desilusão não, não conseguiria viver ali.
Quando cá estou acho sempre que iria conseguir, quando lá chego fico com a certeza de que aquilo é maravilhoso apenas para passear.
Desde os 14 anos (altura em que viajei pela segunda vez para terras de sua majestade e a primeira de que me recordo visto que da primeira vez tinha apenas 6 meses) que dizia que quando fizesse 18 anos e tivesse terminado o ensino secundário iria morar temporariamente em Londres. Porque tenho lá família desde sempre, (a minha avó paterna viajou para lá aos 40 anos em busca de melhores condições de vida, por lá ficou e lá foi abrindo as portas a quem por lá queria tentar a sua sorte) e porque não queria passar a minha vida toda "parada" no mesmo sítio.
Aos 18 anos o sonho não morreu mas arranjei namorado, e fui levando a minha vida por aqui.
Aos 21 conheci o pai dos meus filhos e juntos, mais tarde, ponderámos várias vezes mudarmo-nos para lá. Em 2006 fiz a minha terceira viagem a Londres. E dessa vez iamos os dois com a missão de olhar à nossa volta, de ver ao pormenor, de interiorizar o modo de vida dos ingleses para tentarmos perceber se era mesmo aquilo que queríamos para nós. Viemos com a certeza de que não nos adaptaríamos. Naquela altura colocámos a hipótese de lado. Mas o que é certo é que volta e meia volta falavamos no assunto, e se fossemos?...
Desde então vivo num misto de ilusão, e que bom que seria eu ter outra experiência de vida com um misto de desilusão não, não conseguiria viver ali.
Quando cá estou acho sempre que iria conseguir, quando lá chego fico com a certeza de que aquilo é maravilhoso apenas para passear.
O M. chegou a tentar uma entrevista via telefone há um ano atrás, se tivesse dado certo possivelmente teríamos arriscado.
O que é certo é que nestas alturas, quando lá estou ando com uma sensação estranha agarrada a mim, porque a minha cabeça não pára de pesar os prós e os contras. Porque sem filhos seria tudo muito fácil, já lá estaria com toda a certeza. Mas com filhos repensamos tudo aquilo que realmente é importante.
Depois de uma viagem a Londres, estranhamente, sinto um amor enorme por Portugal e pelo sítio onde vivo. Penso na minha rotina e estranhamente sabe-me bem. Olho para tudo com mais atenção e tento encontrar um sentido para a minha situação actual. Acho que me queixo muito o ano todo, porque trabalho muito perto de casa, 7 minutos de distância, e saio pouco daqui. E a solução para as queixas não serem tão constantes passa precisamente por passear mais, essa sim é a razão pela qual tantas vezes praguejo contra a rotina e o sítio onde vivo, falta-me descontrair, estar noutros sítios, sair daqui mais vezes.
Se isso acontecesse com mais frequência, tenho a certeza que seria muito mais feliz e conseguiria dar mais valor àquilo que tenho.
Se isso acontecesse com mais frequência, tenho a certeza que seria muito mais feliz e conseguiria dar mais valor àquilo que tenho.
Posto isto tenho mesmo de passar a agendar uma saída por mês daqui da terrinha. Nem que seja ir ali até Mafra. Sim, eu saio mesmo muito pouco de casa.
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