Dias (im)Perfeitos

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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Dias menos bons

Mais uma etapa que está a chegar ao fim. E desta vez quer-me parecer que é mesmo o fim de um ciclo. Inscrevi o meu filho no JI da escola onde trabalho actualmente por pensar que ali continuaria no próximo ano lectivo. Agora que é quase certo que não tenho forma de continuar apresenta-se-me a hipótese de uma vaga quase certa para o meu filho. Tenho pena de não continuar ali, por gostar das colegas, por já conhecer o ritmo de trabalho do agrupamento e principalmente porque iria ficar no mesmo sítio que o meu filho. Ao não ficar ali irei ter um trabalho acrescido para o ir levar (provavelmente cedíssimo) porque aquela escola não fica a caminho de nada.
O balanço deste ano acabou por ser positivo. Apesar do cansaço, do desgaste e do trabalho que de ano para ano quadriplica.
Entrei em colapso com a quantidade de trabalho que nos exigiram (e não só, pois claro). Foi ontem que tive mais uma série de ataques de pânico. 3 em menos de duas horas. Foi o reviver de momentos traumatizantes,  principalmente por me encontrar fora do meu meio. Por ter de ligar para casa para me irem buscar (uma humilhação, uma derrota, uma frustração, uma tristeza sem fim). Chorei muito, estive a chás, depois a copos de água com açucar e por fim qundo já nada mais havia a fazer lá me encharcaram em calmantes. Uma vergonha. Uma derrota. Porque eu já passei por tudo isto e já deveria conseguir controlar-me. Falhei. Mais uma vez. E quando digo em cima que é o fim de um ciclo, talvez seja é mais do mesmo. Um ciclo sem fim. Sei bem o que está mal. Sei muito bem o que tenho de mudar. Só não sei como. Para mim a vida é muito difícil. E tenho andado de cabeça baixa e com poucas forças para me defender. A vida para mim tem sido uma luta constante, um sofrimento muito grande. E não são poucas as vezes que desejo acabar com este sofrimento. Não são nada poucas as vezes que me esforço por encontrar todos os motivos e mais alguns para aqui andar, para que nunca caia na tentação daquilo que considero ser o maior crime de todos. Há dias menos bons, bem sei. Mas os meus são bons tão poucas vezes...

3 comentários:

l disse...

Sofia, já descarregaste e agora cabeça levantada!
Eu percebo que não adianta dizer nada, que a dor de cada um é a dor de cada um e neste caso tu, só tu saberás/aprenderás a enfrentar-te.
Mas para que não te sintas "sozinha" digo-te isto: não tinha ataques de pânico há uns bons 3/4 anos, nem durante todas as coisas más que aconteceram durante a gravidez e as primeiras semanas do T. tive alguma vez algum ataque de pânico. Pois ano passado, em Portugal e sem qualquer motivo aparente que não algumas recordações que os lugares trazem, pimbas, lá foi um com direito a visita às urgências e passar pela humilhação do "você não está a ter ataque do coração" e "não mediu a tensão em casa ? está óptima" :D e tu sabes o quanto lutei para conseguir saber que é apenas um ataque de pânico e não passa disso, não me vai matar.

Voltares a ter não é uma derrota, é um sinal para te lembrar que *tu consegues"

beijinhos

Ana disse...

Já passei por tudo isso e infelizmente ainda continuo a passar! Faço medicação, terapia, acupunctura e mesmo assim o coração tá sp apertadinho e qdo fico furiosa pq n tenho motivos para tal e ele bate c tta força que nem consigo respirar fundo como dizem para fazer, pq acalma! Qdo estamos a ter um ataque de pánico só pensamos q vamos morrer e que nada nem ninguém pd ajudar! O mais estúpido é que tdos os ataques de pánico q tive foi qdo pensava que estava bem: numa viagem de adolescentes em que eu era uma das responsáveis e fui parar ao hospital (uma vergonha!)no balneário da piscina a rir com uma amiga, a fazer compras, etc! Sei que temos força e que dói muito sermos assim. Como gostava de mudar!
Desejo-te a força que desejo para mim!
Beijinhos

Unknown disse...

A vida nao e facil para ninguem. Todos temos as nossas grandes dificuldades, os nossos grandes problemase no fundo, muitas vezes viver nao e facil...Mas tudo vai depender de onde focas a tua atencao, a que das importancia. Deves aceitar as tuas fraquezas e usar os teu pontos fortes. Aos poucos vamos aprendendo. Ha uma liccao em tudo. Aos poucos, ergue a cabeca, por ti, porque queres e te apetece, porque nao tens razao para a baixar. Amo-te muito!