Hoje trago o mundo às costas. Tive a confirmação que não irei trabalhar na mesma escola onde tenho estado desde há 3 anos.
Primeiro chorei, senti-me mal, tive pena de mim mesma, e só consegui, ver no imediato, o lado mau da situação. O desconforto de ter de recomeçar (visto que tenho muita dificuldade em me relacionar), o ter levado o meu filho para ao pé de mim e agora me ir embora dali (vai ficar tão deslocado, em todos os sentidos, e irá ele entender porque é que a mãe não fica na mesma escola?), o deixar de trabalhar com pessoas de quem gosto muito, deixar o certo pelo incerto, a angústia de saber se vou ter trabalho em Setembro, enfim, uma série de situações que me causam dor.
Agora começo a pensar no lado menos mau. Vou recomeçar. E os recomeços também nos podem trazer coisas boas. Durantes estes quase 3 anos desejei muito não ter lidar com alguém que me fazia muito mal. E sempre ouvi dizer que é preciso ter cuidado com o que se deseja, porque pode acabar por acontecer. Assim foi. O único aspeto positivo tem tanto peso na minha balança que arrisco dizer que talvez até tenha sido abençoada e protegida por Deus. O sufoco daquela relação trazia-me consumida desde 2009. Agora é confiar que irei ter colocação a 1 de Setembro e rezar (MUITO) para que a nova escola me adoce a boca e me afague a alma. Preciso tanto que as coisas me comecem a correr bem. A minha capacidade de resiliência está no seu limite e não tardará a começar a falhar-me.
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