Não estava a par do seu estado de saúde atual. Senti-me triste ao ler a notícia.
Tenho um especial carinho por este escritor. Quando li, pela primeira vez, os cem anos de solidão, depois de ouvir falar tão bem do livro, fiquei com uma sensação muito estranha (que nunca consegui descrever) e que me fez deitar o livro ao lixo.
Lembro-me de me sentir incomodada, de ter dito várias vezes para mim mesma porque razão ele teria tanta fama, porque haveria tanta crítica positiva a uma história confusa, com mil e uma personagens pelo meio, e que nos deixava pesados. Depois ao longo das semanas que se seguiram, percebi que o livro tinha mexido muito comigo, curiosamente lembrava-me da maioria das personagens, pensava nelas constantemente e sentia-me completamente agarrada à história. Havia, inclusivamente uma personagem, que me tinha marcado muito e por quem sentia uma grande admiração.
Olhando para trás, relembro bem essa altura, e agora tenho pena de ter deitado fora o livro. Na altura senti-ao como um peso muito grande sobre mim e não conseguia sequer olhar para a capa. Estranho, eu sei. Ou talvez não.
Li os cem anos de solidão, A incrível e triste história de Cândida Eréndira e a sua avó desalmada, e o majestoso O amor nos tempos de cólera (uma das histórias mais bonitas que li até hoje).
E tenho tanta pena que o García Márquez não volte a escrever...
1 comentário:
Tambem eu. Ei ja sabia. E de facto uma noticia muito triste...
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