Há muito tempo que não me sentia tão doente. Uma amigdalite que não foi atacada a tempo transformou-se numa mega infeção de garganta a ponto de eu quase nem conseguir falar. Na quinta-feira à noite estive nas urgências do meu centro de saúde. Calhou estar de serviço a minha médica de família. Receitou-me antibiótico. Ainda passei pela farmácia da minha zona que estava fechada, pois eram as 9h da noite. Li a morada da farmácia de serviço e não fiz a menor ideia de onde aquilo podería ser. Como não sentia em condições de andar à procura esperei pelo dia seguinte. Foi que o que fiz de pior. De manhã já não conseguia falar. Ainda estive na escola mas já não vigiei as provas. Fiquei deitada o tempo todo na salinha da enfermagem lá da escola. Às 11h20 a coordenadora manda-me para casa, eu tremia de frio, tinha casaco e cachecol num dia em que toda a gente andava de manga curta. O dia passei-o deitada no sofá, a suar, cheia de febre e com dores insuportáveis na garganta. Até a saliva me custava a engolir. De maneira que passei o dia praticamente sem comer nada, bebi um iogurte liquido, bebi uma papa ralinha, e deixei um pedaço de chocolate derreter na boca. Tudo me custava. Parecia que tinha picos (e ainda parece) na garganta. Peço à minha mãe para vir para ao pé de mim porque começava a ficar assustada, pois não me tinha de pé, talvez pela fraqueza, não sei.Quando o M. chegou, os 3 à conversa achámos que o melhor sería eu ir ao hospital. E lá fui. Lusíadas. Digam o que disserem dos hospitais públicos, que eu acho serem muito competentes sim senhor, mas estar não sei quantas horas à espera numa sala de urgências para ser vista é inconcebível. Uma vez o M. esteve desde a hora do jantar de um dia até às 7h da manhã do outro sentado no banco das urgências à espera que o atendessem no amadora-sintra e foi atendido a essa hora porque deseperado procurou uma pessoa amiiga que o fez entrar pela porta do cavalo.
Tenho a sorte de ter ADSE, mas se não tivesse teria um seguro de saúde.
Chegados aos Lusíadas, demos o nome e esperámos que nos chamassem para a triagem. Uns 10 minutos. De seguida fui chamada ao gabinete da médica. Quando me viu a garganta disse: xii, como você tem esta garganta... e perguntou-me: já alguma vez levou uma injeção de penicilina? ao que eu respondi: não, mas adorava que me dessa uma agora. ( eu só pensava: façam-me o que quiserem mas tirem-me deste sofrimento, por favor).
E lá fui eu contente e feliz para a sala de enfermagem para me administrarem a penicilina no rabiosque. Não custou nada. E passado um bocado já me sentia mais desobstruída.
A noite, à semelhança das duas últimas, não foi fácil, mas já consegui dormir um pouco mais. Acordei quase de hora a hora encharcada em suor. Mudei 2 vezes de t-shirt, à terceira fiquei despida, não adianatava. As dores de garganta passaram de insuportáveis a suportáveis. Difíceis de aguentar só mesmo na hora de engolir. E o pior é que estou cheia de espectoração. Por causa destes suores e do veste e despe e do ora estou cheia de calor ora estou cheia de frio. A febre continua a não dar tréguas, tomo o benuron, alternado com o brufen de 4 em 4 horas. Tenho dores de cabeça, mas as dores no corpo passaram. E sinto-me mais arrebitada. Hoje vamos a mais uma injeção de penicilina. Desejosa de a levar a ver se me começo a sentir melhor.
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