Dias (im)Perfeitos

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Quase a começar

Estou ansiosa por conhecer o grupo com que vou trabalhar este ano.
Fiquei em transe quando soube que são 26 crianças, de 6 anos.
Penso na satisfação, o orgulho que se sente, ao fim do ano, quando os vemos ler e escrever.
Penso na impotência de não conseguir apoiar, como gostaria, os meninos com mais dificuldades. Porque são muitos e não se consegue chegar a todos. E tudo o que se consegue dar aos que têm mais dificuldades é sempre pouco.
Penso nas dores de cabeça ao fim do dia, depois de triliões de queixumes e choraminguices e da sensação do nome gasto ao fim de uma hora.
Penso nos abracinhos bons e nos desenhos que recebo e nos sorrisos sinceros.
Penso nos chatos dos pais que não confiam e nos negligentes que não dão banho aos filhos. Mas também penso nos pais simpáticos, conversadores e sempre prontos a ajudar.
Penso na responsabilidade que trago em "mãos" e principalmente, desde que fui mãe, penso sempre em tratá-los da mesma forma que gostaria que um filho meu fosse tratado.
Peço muita força, paciência, tranquilidade e sabedoria para lhes poder dar o melhor de mim.

3 comentários:

Priscila disse...

é com certeza uma excelente professora. Um grande ano com muitas vitórias! um beijinho :)

Raquel Úria disse...

Está um texto tão bonito. Realista e equilibrado. Depois de o ler, se fosse mãe confiava-te a educação dos meus filhos.

Porque nem tudo é cor-de-rosa, mas também não é tudo cinzento. Força!

♥ disse...

É como em tudo na nossa vida, não é tudo bom, mas também não é tudo mau. E o bom quase sempre supera o mau. Sabemos que este ano lidamos com dificuldades acrescidas, turmas muito grandes, pouco apoio por parte dos professores do sócio-educativo, menos auxiliares na escola, menos material, mais horas a trabalhar na escola com o handycape de levarmos sempre trabalho para casa, enfim... é o que temos, e temos de saber lidar com aquilo com que nos deparamos, da melhor forma possível.