Lembro-me de querer ser loira desde criança.
Lembro-me de passar anos e anos a olhar-me ao espelho sem saber o que fazer a este cabelo escuro, grosso e abundante.
Na adolescência pintei muitas vezes o cabelo com tintas de supermercado apenas para ter brilho e reflexos dentro do meu tom natural.
Aos 25 pintei pela primeira vez o cabelo de um castanho claro, depois de caju alaranjado, etc, etc.
Quando engravidei, em 2006, deixei de pintar o cabelo. Em Agosto de 2008 fiz madeixas pela primeira vez, quando ainda tinha o cabelo comprido. Em Dezembro de 2008 cortei o cabelo curtinho e escureci-o uma vez mais. Em Junho de 2009 fiz madeixas loiras outra vez, mas desta vez mais claras. Duraram até domingo passado.
Em Setembro deste ano ao entrar para esta escola onde ninguém me conhecia fui ouvindo coisas como: é loirinha como tu ou então a Sofia loirinha, ou ainda a nossa loirinha confesso que esses comentários me causaram admiração, porque nunca me vi loira e uma necessidade de me justificar porque aquelas pessoas que nunca me tinham visto morena achavam que eu era loira natural. E assim se referiram a mim várias vezes. É uma sensação estranha. Como que uma pele que não nos pertence. Apesar de antes gostar muito de me ver com o cabelo claro (sonhei a vida toda com um cabelo liso e loiro), sinto-me outra vez eu com o cabelo escuro. Sou EU, voltei às minhas raízes, e entre ontem e hoje alguns comentários acerca do assunto:
Ai professora, está tão diferente que até passa despercebida. (de uma auxiliar)
Ai que diferença... tive que olhar duas vezes para ver se eras mesmo tu. (de uma colega)
Professora, está linda assim!! (de um aluno)

2 comentários:
tb gosto mais de ti na versão morena.
Pra mim ficas gira das duas formas, mas também prefiro o moreno. Realça mais esses faróis azuis :)
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