Há dois dias que ando a pensar em ti, mana. (Nunca te chamei mana, mas agora sinto essa necessidade, talvez desta forma fiques mais perto de mim).
Sinto-me muito só e percebo que tu és praticamente a única pessoa que gosta de fazer as mesmas coisas que eu.
Há dois dias que ando a lembrar-me de vários momentos nossos. Não sei porquê... andei semanas sem pensar em ti e em dois dias povoaste-me o pensamento dia e noite. Lembrei-me da tua amiga Ceci que morava na costa da caparica e dos dias em que estavamos com ela por qualquer razão, lembrei-me da peça de teatro que fomos ver a Palmela, ao ar livre, num dos meus aniversários, lembrei-me dos dias quentes no teu panda branco velhinho que tanto sofreu nas minhas mãos, lembrei-me desse mesmo carro no caminho de nossa casa a Lisboa. Lembrei-me da praia e das tardes no jardim da tua casa em Fontanelas... lembrei-me de ti a conduzir o cinquecento, comigo no banco de trás ao lado da tatiz, tão pequenina e sempre de bom humor. Lembrei-me muito de ti, das nossas saídas e da nossa cumplicidade. Lembrei-me muito de ti... Não de ti triste ou amargurada. Lembrei-me de ti nos dias quentes, há alguns anos atrás, e da tua força, da tua criatividade, dos teus trabalhos e projectos. E das pilhas de revistas. E das pilhas de jornais, amontoados de papel que me maravilhavam os olhos e o pensamento.
(Há dias tramados em que a saudade aperta.)
Sinto-me muito só e percebo que tu és praticamente a única pessoa que gosta de fazer as mesmas coisas que eu.
Há dois dias que ando a lembrar-me de vários momentos nossos. Não sei porquê... andei semanas sem pensar em ti e em dois dias povoaste-me o pensamento dia e noite. Lembrei-me da tua amiga Ceci que morava na costa da caparica e dos dias em que estavamos com ela por qualquer razão, lembrei-me da peça de teatro que fomos ver a Palmela, ao ar livre, num dos meus aniversários, lembrei-me dos dias quentes no teu panda branco velhinho que tanto sofreu nas minhas mãos, lembrei-me desse mesmo carro no caminho de nossa casa a Lisboa. Lembrei-me da praia e das tardes no jardim da tua casa em Fontanelas... lembrei-me de ti a conduzir o cinquecento, comigo no banco de trás ao lado da tatiz, tão pequenina e sempre de bom humor. Lembrei-me muito de ti, das nossas saídas e da nossa cumplicidade. Lembrei-me muito de ti... Não de ti triste ou amargurada. Lembrei-me de ti nos dias quentes, há alguns anos atrás, e da tua força, da tua criatividade, dos teus trabalhos e projectos. E das pilhas de revistas. E das pilhas de jornais, amontoados de papel que me maravilhavam os olhos e o pensamento.
(Há dias tramados em que a saudade aperta.)
3 comentários:
Muito bonito Sofia. Tmabém eu adoro a minha mana e não conseguia viver longe dela!
Beijos
Gostei muito do que escreveste.
Hoje também vi uns filmes da minha mana mais velha comigo em criança. Lembrei-me dela assim com aquela idade e tive pena que ela hoje em dia se tenha perdido um pouco. Tive saudades daquela inocência.
É bom recordar, mas às vezes custa um bocadinho, não é? Especialmente quando quem lembramos está longe.
Beijos
Lembro-me de ti..todos os dias da minha vida...
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